domingo, 23 de setembro de 2012

Astronauta



Sensacional.... 'e a passagem é só de ida!'

Da contradição

          Ah, o ser humano! Aaaaah, o ser humano... Tão belo, tão feio, tão tudo, tão nada. Mentira, tão tudo é o caramba, é nada mesmo e para por aí. Bom, o tema desse meu texto nem é tão específico assim... Ou é, depende do ponto de vista. Vim falar sobre mim! Tá, definitivamente não específico.
          Não, leitores, não corram, não vou começar a contar sobre as minhas peripécias de criança ou sobre meus problemas com todos os meus namorados atuais (HÁ). É que ultimamente eu tenho ouvido coisas -- like always - que me intrigaram, e precisei vir desabafar aqui no meu cantinho.
        Tem pessoas que leem meu blog e adoram. Tem pessoas que odeiam. Quanto a isso não há problema, lógico que não. Mas uma coisa me deixa um pouco desconfortável... São os cidadãos que lêem e ficam surpresos. Esses me incomodam. 
        O que eu quero dizer é que as pessoas não acham que fui eu que escrevi esses textos. Elas se assustam, e dizem que eu sou muito ácida, que essa não sou eu. Gente, na boa, não é porque eu não saio pela rua dizendo o que eu penso que eu não tenho opinião! Pelo contrário, eu só acho que ninguém é obrigado a ouvi-la. Minha cabeça é uma parafernalha, um turbilhão, e eu externo meus pensamentos aqui, através da força das palavras.
          Eu sei que muita coisa que eu escrevo desagrada, isso é normal, pois eu sou alguém diferente, e você não é obrigado a pensar que nem eu! Eu sei que não sou delicada na hora de escrever, mas é porque quando venho escrever nesse blog eu venho porque alguma coisa me deixou puta da vida. E você não escreve de rosa com glitter e corações quando está puta da vida.
          "Ai Tati mas você podia, sei lá, ser romântica... Ser mais doce!" Podia. Só que não. Eu passei muito tempo agindo da maneira que os outros queriam que eu agisse. Já chega, cara. Eu não sou doce e amorosa e fru fru. E, sinceramente, não gostaria de ser. Eu sou somente eu, do meu jeito, seja ele agradável ou não. Aí pronto, eu escrevo um negócio desse, e já tem gente pensando que eu sou fria, calculista e que não sei amar.
          A verdade é que eu sou normal. Nem demais, nem de menos. Não sou radical a ponto de achar que nada presta no mundo, mas também não consigo ver tudo pelo seu lado bom, sem não questionar pelo menos um pouquito. Eu critico, eu penso, eu analiso. E aqui eu ponho pra fora. Isso não me torna insensível, cara, por favor... Mas se eu quisesse um blog pra escrever lindamente ao estilo Billac sobre as belezas do mundo, o nome dele seria a beleza dessa Terra, ou o profundo oceano da vida, ou qualquer outra viadagem do gênero.
          Eu não sou muito definível... E acho isso ótimo. Há tanto dentro de mim que só no bazuca não caberia. Não vou ser limda nesse blog, nem fófis, nem cautelosa em alguns aspectos, nem contida. Serei eu. E se não te agrada..... bom, acho que você já sabe.
          Se eu tivesse uma bazuca.......... !
          Então é isso. Desculpa sociedade. 

          Eu podia colocar imagem nesse texto também. Só que não.

          Kisses, suckers!
          

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Segue, truta


Fé em Deus que Ele é justo,
ei irmão nunca se esqueça, na guarda, guerreiro
levante a cabeça truta, onde estiver seja lá como for
tenha fé porque até no lixão nasce flor

            Ta aí uma coisa que eu gosto de verdade. Rap. O trecho que eu copiei aí em cima é parte de uma música chamada vida loka, dos Racionais. Acho os caras bons, gosto de ouvir. Mas enfim, o por quê de eu ter vindo escrever sobre isso? Tava ouvindo Jesus chorou e pensei: vou escrever nessa merda.
            O que eu acho interessante no rap é o retrato da realidade dos rappers que eles trazem na música. É algo que foge bastante da vidinha burguesa na qual eu estou atualmente inserida. As letras costumam ser impactantes, a linguagem, peculiar. E é por isso e por mais um conjunto de características que muitas pessoas são resistentes ao rap, rotulando quem canta, quem escuta, quem conhece.
            Bom, agora vamos entrar na minha parte revoltada, que eu adoro. Aconteceu um episódio na minha casa que também me influenciou a escrever sobre esse tema. Estava eu, numa manhã ensolarada, em casa sem fazer absolutamente nada de produtivo. Foi quando decidi ler, e escolhi o livro Capão Pecado, do Ferrés. Fui pra varanda sentei tranquila, até que um familiar se aproximou.
            Esse meu parente começou a me perguntar sobre a história do livro. Resolvi ler pra ele a sinopse. Tudo que eu recebi em resposta foi revirar de olhos e comentários do tipo: "não sei porque você perde tempo lendo esse tipo de coisa que não te acrescenta nada. Historinha de traficante, ah, por favor, né..."
            Na moral, o que eu tenho a dizer, depois de algumas horas discutindo com a pessoa, é: TÔ PUTA! Tô puta com esse tipo de pensamento, tô puta com gente que faz comentário assim, tô puta com tudo nessa merda. Esse mundinho continua a mesma porcaria porque as pessoas fecham os olhos pro que acontece fora da vidinha hipócrita e mesquinha delas.
            Assim, as pessoas que me triam do sério quanto a isso que eu disse aí em cima podem ser divididas em dois grupos. O primeiro não liga pra nada referente ao assunto, despreza qualquer coisa que se relaciona com o mundo dos rotulados "marginais". Elas falam com aquele ar sempre coisas do tipo "ai, esses delinquentes", "tudo um bando de ladrão", etc. Esse grupo, na região onde eu moro, é composto pelos maridos tenistas metidos a ricos que passeiam no calçadão todo dia e suas esposas plastificadas, que se preocupam só com seus esmaltes e seus poodles.
            O segundo grupo é o que mais me atinge, na verdade. Ele é formado pelas patrícias e maurícios que escutam Cone Crew - não sei se é assim que se escreve - porque tá na moda e se acham fodas por isso. Mas não conseguem enxergar nada que esteja além de um palmo do computador deles. São aqueles adolescentezinhos alienados que morrem de preocupação em receber likes e retweets. Mas se você perguntar o que eles querem da vida, há há... Não vai ter resposta, amorzinho. Os meninos só sabem ser thug (não sei o que é isso) e as novinhas meninas só sabem... bem... sentar. É, mexer a bunda ouvindo um pancadão neurótico.
            Ninguém aí de cima tá preocupado se tem gente se fudendo por causa desse governo de merda que a gente permite que governe. Tá todo mundo cagando pra neguinho que tá morrendo, que tá sofrendo injustiça, que ta sendo extorquido, tudo injustamente. As pessoas alimentam a burrice, alimentam a alienação, deixam o Planalto impune, envenenam as mentes de seus filhos com ideias inúteis, e acham lindo eles serem estúpidos como são, desde que estejam bem vestidos. O importante é a pseudoelegância. O importante é ninguém ver a podridão que foi varrida pra debaixo do tapete.
            É, o resultado do estupro que minha mente vem sofrendo pela idiotice humana foi esse texto. Aliás, é sempre isso que impulsiona minha escrita mesmo.Enfim, há injustiça aonde quer que eu vá. E o meu ceticismo é a consequencia da convivência com esse povo idiota. Acho que a solução pro mundo era a raça humana ser extinta, porque vou te contar viu...

            E eu acho que perdi o foco do texto. Mas fuck it.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

De volta!

          Salve, salve! Depois de tirar as teias de aranha e a poeira aqui do blog resolvi que já estava mais do que na hora de voltar a escrever. Para os poucos que acessam o se eu tivesse uma bazuca vale dizer que existem muitos motivos para eu não escrever durante esse milênio que se passou, e que eu não vou especificá-los aqui porque vocês não tem nada mesmo a ver com a minha vida. *-*
          Enfim, nesse texto eu queria dizer que i am back de verdade agora, e que pretendo postar semanalmente nessa parada aqui. Não sei quantos textos devo passar a publicar por semana, mas não devem ser muitos porque eu só escrevo quando alguma coisa me inspira e ultimamente tá difícil. Mentira, não tá não, eu é que sou preguiçosa mesmo.
          Ah, é... Sobre os textos que eu já escrevi e que estão na minha página linda, eu gostaria de dizer que não retiro nada do que eu disse, até porque, como eu afirmei, eu escrevo no auge das emoções, e sai tudo que eu realmente penso. Mas gostaria de dizer que pessoalmente sou um pouco menos intolerante com as coisas, e que não, eu não saio por aí gritando fuck the world e etc...
          E se você está lendo isso, significa que você é um dos meus três ou quatro leitores - EEEEEEE - e que eu estou agradecida de você estar me dando visualização- EEEEEEE! Agora não vou deixar de escrever, porque isso faz parte de mim, e se eu deixei de fazê-lo foi porque nem eu sabia aonde o meu eu de verdade estava.
          CARACA AÍ! Acho que essa última frase foi a coisa mais poética que eu já escrevi aqui.

          Hasta!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Notas altas e blá


           Ah, então você tirou seis na prova de matemática? O que você ficou fazendo, muleque imprestável? Você já não faz nada da vida, e ainda me chega com esse cú de nota em casa???

           Véi, na boa... Pára!
           Quantos alunos já ouviram coisa semelhante dos pais? Sim, 978641326874987 de alunos aleatórios escutam esse e outros tipos de coisa sobre a nota tirada em prova. A parada é a basicamente a seguinte: pais contemporâneos não conhecem seus filhos-geração-Apple e contam com a ajuda da escola, que não ligam realmente pros seus alunos-postura-foda-se, que não estão realmente preocupados com o desenvolvimento do seu filho.
           Antes de continuar escrevendo, eu não estou defendendo uma geração de vagabundos, nem incitando ninguém a mandar tudo pros ares e viver de facebook mais do que já se vive. O que eu estou tentando dizer é que somos vistos como índice, e não como indivíduos.
           Eu gosto da minha escola. De todas as que eu estudei, é aonde eu me sinto mais humana. Os coordenadores sabem meu nome, e, man, isso nunca aconteceu antes. Mas o negócio é o seguinte: quanto mais alunos aprovados em vestibulares, mais a imagem dessa escola se grandifica. Se você tem alunos que passam na média, você está far away de conseguir ser visto como um colégio de porte, "que te prepara para o mundo lá fora". Você necessita de mini-gênios, de notas altas, pra poder se manter no nível proposto pela concorrência.
           Isso é o que nós, alunos, somos. Somos chave pra esse sistema louco, porque nós impulsionamos isso. Tirar nove não te torna melhor do que eu se eu tirar seis, mas te torna um produto mais interessante aos olhos dos abutres capitalistas. Estudar e manter um padrão alto te torna visualmente mais dedicado e responsável do que outros.
           Essa discussão já mexeu muito com a minha cabeça. Quer dizer que pra ser boa eu tenho que me matar de estudar três anos da minha vida? Minha professora do primeiro ano do rio me falou que se eu quisesse ser alguém na vida eu tinha que mandar tudo pra pqp. Sério, palavas dela. "Chega de vida social, vocês estão construindo o país!" Estamos, cara-pálida? Ou estamos sendo construídos?
           Essa semana, uma amiga minha estava com febre e garganta inflamada, não tinha dormido nada e tinha prova no dia seguinte. A mãe dela aconselhou que ela tirasse uma soneca, pra repousar um pouco. Ela surtou. Disse que precisava estudar, que a escola exigia isso dela, que a prova era no dia seguinte, que tinha muita coisa pra pouco tempo, blá blá blá. Detalhe: era uma e meia da tarde. E sabe qual é o pior de tudo? Não é ela ser escrava do processo. É ela saber disso e não conseguir se libertar.
           Sabe, eu estudo. Mas eu estudo porque eu gosto de estudar. Estudo porque quero alcançar minhas metas, e gosto, sim, de tirar notas boas, pois todo mundo gosta. Mas não consigo ser excelente em tudo. Quando contei pro meu amigo carioca que tinha tirado seis e meio em uma prova, o tom de desprezo da resposta foi fatal. "Como assim seis e meio? Você tirando seis e meio? Relaxou nos estudos né?". Não, estrume. Continuo estudando, mas esse foi o melhor que consegui alcançar. Odeio exatas. Isso é o que eu digo pra química e aliadas: _|_
           Como dizem meu sábio primo quase asiático e minha sábia prima quase asiática pelo casamento, se dois alunos tiram seis e nove, os dois passam, mas um ficou sem vida ou era bem gênio, tipo... pica nas galáxias! A questão é que prova avalia seu empenho sim, mas não te determina como nada, nem pode te incubir a determinado padrão. Existem coisas a mais a se viver, e se matar pra sustentar uma imagem aos olhos dos professores e coordenadores não vale a pena.
           Não vale a pena desperdiçar momentos importantes da vida pra se lançar nesse frenesi, nessa maré psicótica que eles nos empurram. O nosso futuro vai chegar, muitas oportunidades se abrirão. Se a universidade não estiver pra mim no final do ano que vem, terei mais anos pra tentar. O desespero atrapalha, confunde a mente.
            Afinal, pra quem você estuda? Pra você, ou pra manter essa sua imagem perante sua instituição de ensino e sua família meu-filho-só-estuda-ele-vai-longe? 
           O que eu realmente quero dizer é: se você não estuda e consegue passar de ano, meus parabéns. Se você estuda na medida e consegue passar de ano, meus parabéns. Se você estuda mais do que o normal, chora antes das provas, tem ataques nervosos e acha que o mundo vai acabar se bombar na Fuvest na primeira tentativa, cuidado. Lá na frente, talvez você perceba que algumas coisas não vão voltar, e que muitos vão chegar aonde você chegou com menos rugas e mais sorrisos nos rostos.

          

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Gameland

          AAAAAAH, jogos.
          Acho que em alguns textos anteriores - mais precisamente o le texto polêmico - eu deixei claro o quanto eu gosto de videogame. Sim, caro leitor, eu gosto de verdade. E digo mais: se você nunca teve a experiência de conversar com um console por pelo menos algumas horas, você simplesmente é um loser, nada mais a dizer. :D         
         Esses dias, um amigo do meu tio estava conversando comigo sobre o tempo perdido em PlayStations, olhando com cara de deprezo pro meu Xbox. Primeiro, eu quis mandar ele se ferrar e entender que aquela "caixa preta inútil" -palavras inúteis dele- NÃO ERA UM PLAYSTATION, era meu XBOX! Droga, faz diferença. E segundo... não tem segundo, era só mandar ele se ferrar mesmo.
          Olha, eu gosto demais de jogar videogame. Eu acho muito educativo. Aprendo muito jogando. Treino lógica, raciocínio, habilidades, inglês, aprendo muitos aspectos culturais interessantíssimos, tudo isso sem tirar a bunda do sofá. Jogar ensina a viver. Por exemplo, pra passar uma determinada fase do Uncharted, eu tive que combinar a forma cartográfica de um teritório com esse mesmo território, de acordo com a incidência solar. Analisando essa informação, BUUUM, estudei física e geografia! Há!
          Me irrita bastante quando os pais querem que os filhos estudem, estudem, estudem e estudem, e brigam se seu filho deseja praticar alguma espécie de lazer. O saber escolar -whatever it means- é importante, mas a cobrança em cima da gente é tão grande que se não jogarmos ou fizermos qualquer outra coisa, a gente pira. Já já, teremos muita responsabilidade nas costas. Enquanto podemos ser menos preocupados, parem de antecipar essa realidade de vocês pra gente okay? Eu acho que deve ser inveja, porque eu tenho tempo pra zerar o Portal e vcs não! MUAHAHA
          Mãe, se você estiver lendo isso, é brincadeirinha viu? Eu nem jogar jogo direito! *-* Só nas horas beeem vagas.
          Ontem eu fui estudar matemática, eram umas dez horas da noite. Quando eu ia começar a estudar e fui desligar o pc... BAM! O Portal tinha acabado de baixar. Ai eu não resisti. Jurei jogar só um pouquinho, mas quando eu vi já era uma da manhã! E pra falar a verdade, eu estudei matemática, porque esse jogo é fudidamente complicado de raciocinar as vezes. Meu QI aumentou até, só de pensar em como usar portal azul e laranja! ;)
          Enfim, o que eu quero dizer é que jogar é mentalmente saudável. Tirando aquelas pessoas que viciam e perdem a vida, mais ou menos 80% dos players,  é saudável =) E eu não vou parar de jogar, não enquanto eu ainda tiver tempo. É quase poético... haha.
          Ah, e claro: THE CAKE IS A LIE!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Meninos, meninas e nhé-nhé-nhé

          Bom, eu vim escrever porque, sinceramente, tô puta.

          Sempre preferi meninos. Os amigos homens são os melhores, definitivamente. Faz quase um ano que eu estudo no meu colégio atual e não tinha tido lá uma grande aproximação dos meninos da minha sala até então.
          Sabe por quê? Porquê existem 15648794589 de meninas na minha sala e meia dúzia de meninos. As meninas reinam, e é muito difícil você ouvir os meninos imporem alguma coisa.. Eles somem no meio de gralhas from hell meninas que não calam a boca um minuto. Não que eles não falem - porque falam pra cacete -, mas muitas vezes nem dá pra escutar.
         
          O negócio é que eu não me encaixo. A maioria das meninas sabe disso perfeitamente. Quando eu passei a andar com os meninos, eu comecei a ouvir umas coisas (principalmente de pessoas que detestam o Coringa e aliados) que me deram nos nervos. Gente que não tem o que falar - porque não deve ter nada além de Capricho na cabeça mesmo - e começa a falar merda. E é por isso que hoje eu vim escrever: pra desestressar dessa palhaçada que os alheios me obrigam a fazer parte.

          Primeiro, eu tenho amigas legais na escola. Muito legais. Somando, devem dar três ou quatro. Obviamente, elas não estão incluídas no que eu vou falar agora.


          Amizade feminina é muito complicada. Primeiro: você nunca sabe se sua "amiga" tá falando a verdade. Elas são delicadas e fofuxas demais pra você poder ter certeza cara... Elas repetem demais que você é a razão do viver delas... O problema é que você deve ser a sétima ou oitava razão do viver.
          Segundo: é muuuuuito chato pra mim acompanhar alguém pra fazer compras, perder aulas falando de novelas, soltar gritinhos eufóricos quando qualquer coisa acontece (acharam um esmalte azul cordilheira dos andes = gritinho eufórico), ser fofa ao extremo, retocar a maquiagem periodicamente (geralmente, 30 em 30 segundos), etc...
          As patrícias da minha sala, quando tentava andar com elas, achavam tudo imaturidade. Tinham no máximo três assuntos: garotos, maquiagem e fofoca. Só sabiam falar de como é idiota rir de tudo, de como é idiota gostar de coisas diferentes, de como é idiota ser idiota... Blá, blá.

          Na boa, que tedioso ser uma menina assim. Hoje escutei uma menina falando o quanto era ridículo andar com os meninos, o quanto era ridículo achar melhor estar perto deles. Claro que com palavras diferentes... Com eufemismos vergonhosos. Mas, sério, eu andaria com as meninas...
          ...se eu me sentisse bem com elas.

          Não, sweeties... Não tem como vocês gostarem de mim mesmo, ou me quererem perto de vocês. Sabe por quê? Porque eu odeio compras, odeio maquiagem, odeio Capricho, odeio gritinhos eufóricos e odeio rosa. Amo rock, video game, aaaamo rir de coisas idiotas e falar coisas idiotas. Amo ser idiota...                                ... mas gostaria de saber a definição de vocês pra idiota.

          Então, desculpem se eu não consigo ser normal ou alcançar o padrão que vocês desejam.  Mas eu não vou tentar, como algumas já me pediram, ser diferente. Não preciso de meias pessoas, preciso de pessoas inteiras. NÃO vou me tornar algo que eu não estou nem perto de ser. Prefiro lidar com os cochichos. Imaginar o que comentam é até divertido ;)

          Eu não sei se me chamam de amiga como os chamo de amigos... Mas agradeço a esses meus amigos por conseguirem conviver comigo do jeito que eu sou, dia após dia. Sem ser rosa ou cute, mas sendo somente eu. Valeu =D

          Ah, e antes que eu me esqueça.... Um recadinho para as bés: Fuck off, assholes. *-*








(Thank you: Karol, Lubs, Rafa, Lucas, Nati, Tivo, Thati, Kanga, Vitor, Teu, Dani)